Alguns estudos mostram uma ligação estatística do celular com câncer, mas estes dados ainda necessitam de confirmação. Muitos anos atrás foram observadas relações estatística entre cigarro e câncer, mas não se compreendia a causa exata da doença. Essa é a mesma preocupação de Devra Davis, Diretora do Centro de Oncologia Ambiental da Universidade de Pittsburg, nos EUA. Não há evidência concreta de que os celulares sejam nocivos, mas nós também não temos certeza de que eles sejam seguros. E a preocupação é ainda maior no que concerne às crianças. Se uma criança de 14 anos está fumando, você não precisa se preocupar que ela vá desenvolver câncer naquele instante. Os efeitos do tabaco podem levar décadas para se acumular no organismo e causarem as mutações nocivas que levam ao câncer, e é possível que o mesmo ocorra com os celulares. Como os aparelhos celulares, que hoje parecem estar onipresentes, são usados a apenas poucos anos não há como saber dos efeitos de uma exposição a longo prazo. O grupo da Dra. Devra e seus colegas, especialistas em câncer, liberaram recentemente um comunicado para seus funcionários sobre o uso dos celulares, recomendando o uso de viva-voz ou fones de ouvido. Crianças, segundo ela, deveriam usar celulares apenas em emergências, pois possuem o crânio mais fino e o cérebro ainda está em desenvolvimento. Ninguém deveria carregar seus aparelhos no bolso ou na cintura. "Você está cozinhando a sua medula óssea", disse Devra. Na possibilidade da radiação do celular realmente ser perigosa, você quer jogar Roleta Russa com a sua cabeça? Se você se convenceu com os argumentos mais alarmistas de que o celular possa causar câncer, agora terá que descobrir a melhor maneira de continuar usando o seu aparelho, já que a maioria de nós não pode mais viver sem ele. Enquanto não houver um consenso sobre o assunto entre os especialistas, o que nós podemos fazer? É fato que os celulares realmente emitem radiação, mas há alguns simples passos que podem reduzir a exposição à radiação ou praticamente eliminá-la. 5. Compre um telefone celular com menos radiação A radiação do celular é medida através da Taxa de Absorção Específica (specific absorption rate – SAR). Para saber qual a SAR do seu aparelho veja esta lista (em inglês). Mas é o nível de exposição que importa. Se você utiliza muito o celular é importante comprar um telefone com uma SAR menor. Mas se você o utiliza pouco, a sua exposição é bem reduzida. 4. Use um fone de ouvido de "tubo oco" É similar a um fone comum, exceto pelo fato de que os últimos 15 cm – a parte mais próxima do ouvido – é um tubo oco sem fios. Nesse caso você está recebendo o som através do ar e não ondas de radio. 3. Use um fone Bluetooth Um fone Bluetooth também emite radiação, mas ela é cem vezes menor do que a radiação que você recebe ao segurar o telefone no ouvido, disse Magda Havas, professora associada do Institute for Health Studies da Universidade de Trent em Ontário, Canadá. Os especialistas ficaram divididos entre quesito e o no 2, mas o governo de Israel emitiu recomendações essa semana sugerindo especificamente fones com fio. Mas apesar de Magna gostar da solução Bluetooth ela diz para não colocar o fone na cabeça se você não estiver falando, pois o dispositivo continua a emitir sinal. Há pessoas que utilizam o fone o tempo todo e o mínimo que devem fazer é mudar o fone entre os ouvidos, de tempos em tempos, para reduzir a exposição em apenas um dos lados. 2. Use fones de ouvido com fios com uma conta de ferrite Não, não é nenhum tipo de bijuteria. Uma conta de ferrite pode ser colocada no fio do fone de ouvido. A preocupação é que o próprio fio emita radiação no seu ouvido. A conta foi criada para absorver a radiação, para que você não o faça. Elas são baratas e você pode encontrar em lojas ou na internet. As contas são os favoritos de Louis Slesin, editor da revista Microwave News. "É a melhor maneira", ele disse. Testes feitos na Universidade de York, na Inglaterra, descobriram que se você usa a conta de ferrite a radiação emitida pelo fio não pode sequer ser medida, mesmo sob as piores condições. "Este dispositivo comum mata a radiação." É claro que se o telefone celular está em seu bolso isso não ajuda muito, pois o aparelho estaria irradiando diretamente no seu corpo. Portanto, se você preocupa-se mesmo com a radiação, mantenha o telefone o mais afastado o possível e evite ao máximo que o fio esteja tocando seu corpo. 1. Use sempre a função viva-voz Esta é a opção alternativa favorita de todos os especialistas. Nada próximo da sua cabeça. "Coloque-o a algumas dezenas de centímetros. Meio ou um metro é o ideal", disse Magda. A cada centímetro que você afasta o aparelho de seu corpo faz com que a radiação se reduza rapidamente. A 5 cm de distância a radiação reduz em 4 vezes. Se você segurá-lo a 10 cm a radiação cai 16 vezes, segundo ela. Segundo Louis "cada milímetro conta". Muitos dos cientistas entrevistados usam o aparelho direto no ouvido, pois o utilizam pouco. A analogia com o cigarro também vale aqui. Se você fuma um ou dois cigarros por semana não precisa se preocupar tanto quanto uma pessoa que fuma um maço por dia. Artigo Original :: CNN
31 de ago. de 2008
Telefone celular : Perigos para a saúde
Postado por Ulisses Camacho às 17:30 0 comentários
13 de jul. de 2008
Paradoxos
Dou-me de presente todas as idéias. Só não me dou de presente a idéia de infinito. Não me acostumei em vida a justificar qualquer hierarquia, não me acostumei a pensar a desigualdade. A relação do homem com o infinito não passa pelo campo do saber. O infinito é um desejo que se nutre de sua própria fome de... infinito!Eu, um metafísico?! De jeito nenhum. Encantam-me os paradoxos. Ou melhor: sou vítima dos paradoxos. Se levanto o punhal para assassiná-los, os paradoxos zombam de mim. Quanto mais zombam de mim, mais os admiro, por sua inconsistência sedutora. Ah! Os paradoxos!... Tento corrigi-los. Ossos do ofício de quem foi um dia revisor de jornal!
Graciliano Ramos
Postado por Ulisses Camacho às 16:27 0 comentários
26 de jun. de 2008
A pseudociência da Homeopatia
Disse ele: "Há doenças que são tratadas pelo similar, outras pelo contrário. Tudo depende da natureza da doença". A noção de que a maioria das doenças pode ser curada pelos mesmos agentes que a causam também é encontrada na medicina chinesa. Se a cura do semelhante pelo semelhante prenunciava-se em Hipócrates, em Paracelso ela era explícita. Foi ele o autor da frase similia similibus curantur, erroneamente atribuída a Hahnemann. Como Hahnemann conhecia perfeitamente o latim e o grego antigo, podemos crer que bebeu de primeira mão dessas fontes clássicas, embora haja quem discorde.
Partindo de observações feitas a partir do uso do extrato de quinino, que, usado em pessoas sadias, parecia produzir os mesmos sintomas da doença que era usado para tratar a malária – chamada então de febre dos pântanos –, Hahnemann formulou o primeiro axioma da homeopatia, conhecido como Lei dos Semelhantes. Outros dois axiomas da homeopatia são a Lei do Remédio Único, que estabelece que o remédio mais eficaz é a substância pura que produza os mesmos efeitos da doença a combater, aplicada em dose única; e a Lei da Dose Mínima, ou dos Infinitesimais, que diz respeito à diluição do princípio ativo, o famoso e controverso princípio do "quanto mais diluído mais forte".
Dinamização?
A diluição, chamada em homeopatia de potencialização ou dinamização envolve uma seqüência progressiva de diluição e agitação rítmica, a chamada sucussão. A primeira diluição é obtida adicionando-se uma parte do princípio ativo a nove partes de solvente, geralmente água ou álcool. Faz-se em seguida a sucussão percutindo-se ritmicamente o frasco com a solução contra um anteparo, geralmente uma tira de couro. A potência da solução obtida é de 1DH na escala decimal hahnemanniana, ou seja, uma parte em dez. Para obter-se a potência 2DH, no mesmo sistema decimal, mistura-se uma parte da solução anterior em nove de água, o que resulta em solução com uma parte de soluto em 100 (1 seguido de dois zeros) de solvente. Similarmente, obtém-se as potências seguintes, de 3DH até diluições extremas como 30DH, ou seja, 1/10^30, uma parte de soluto em volume de solvente representado pelo número um seguido de trinta zeros.
Embora as diluições mais usadas estejam entre 6DH e 30DH, a coisa não pára por aí – há diluições ainda maiores. Além da escala decimal, representada por DH, existem outras. A escala centesimal hahnemanniana, por exemplo, representada por CH, é bastante usada. Na escala centesimal, uma solução 1CH é 1/100, 2CH é 1/10.000, 3CH é 1/1.000.000, e assim por diante. São comercializados remédios homeopáticos que vão até 200CH, ou 1/100^200. Diluições tão altas escapam à compreensão, por não terem paralelo em nossa experiência comum. Os exemplos das seções seguintes talvez ajudem e surpreendam.
Hahnemann e Avogadro
Hahnemann foi contemporâneo de Amadeo Avogadro (1776-1856) mas certamente não conheceu o trabalho do grande químico e físico italiano. O Organon foi publicado um ano antes da formulação da hipótese de Avogadro; muitos anos antes, portanto, da determinação do número que veio a ser conhecido por Constante de Avogadro. Avogadro descobriu que o número de átomos ou moléculas em um mol de uma substância qualquer é constante. Esse número – determinou-se mais tarde – é igual a 6,022137 x 10^23. Um mol, ou molécula-grama, é o equivalente em gramas da massa molecular da substância. A massa molecular da água, por exemplo, é 18, pois a molécula da água, H2O, contém dois átomos de hidrogênio, de massa atômica 1, e um átomo de oxigênio, de massa atômica 16. Assim, há exatamente 6,022137 x 10^23 moléculas em 18 gramas de água.
As leis da química permitem determinar a solução mais diluída que pode ser preparada sem a eliminação completa da substância original. Estatisticamente, só é garantida a presença de pelo menos uma molécula do princípio ativo em soluções mais concentradas do que uma parte de soluto por volume equivalente à constante de Avogadro de partes de solvente, ou seja, 1 parte de soluto por 6,022137 x 10^23 partes de solvente. Isso quer dizer que a partir das potências homeopáticas 24DH ou 12CH, ou 1 parte em 10^24, a chance de existir uma única molécula do princípio ativo no medicamento é quase nula, e diminui ainda mais com a elevação da potência.
O rio
O Amazonas, maior rio do mundo, por onde passa um quinto de toda a água da superfície do planeta, descarrega no mar cerca de 175 mil metros cúbicos de água por segundo. O volume é tanto que a 150 km de sua foz as águas do mar ainda são menos salgadas devido ao enorme volume de água despejado pelo rio. Fazendo as contas, verificaremos que a vazão do Amazonas é igual a 1,75 x 10^11 centímetros cúbicos por segundo. Um centímetro cúbico de água contém aproximadamente quinze gotas; a vazão em gotas por segundo é, portanto, de 2,63 x 10^12. Na diluição homeopática 30DH, uma parte de princípio ativo – digamos, uma gota – é diluída em 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 gotas de água. Para despejar essa quantidade de gotas, o Amazonas levaria cerca de 3,81 x 10^17 segundos, ou seja, 12.079.920.756 anos.
Imagine que fosse possível arranjar um meio de conter toda essa água, que é equivalente a milhares de vezes o volume de todos os oceanos da Terra. Para chegar à diluição 30DH seria só pegar um conta-gotas, ir até a foz do Rio Amazonas, no Pará, pingar uma gota de princípio ativo no rio e aguardar pouco mais de 12 bilhões de anos até a diluição final. E esperar que a pororoca se encarregue da sucussão.
O pato
Se o leitor ficou surpreso com o cálculo acima, apresento outro ainda mais surpreendente, este de Robert L. Park, físico da Universidade de Maryland, nos EUA. Um produto chamado Oscillococcinum, produzido a partir de fígado e coração de pato, é comercializado na potência 200CH. Se uma única molécula da substância original pudesse estar presente no produto final, sua diluição seria de 1 por 1 seguido de quatrocentos zeros – um número maior do que o número estimado de átomos em todo o universo conhecido, que não é mais do que um mísero googol, ou seja, 1 seguido de apenas 100 zeros. O Oscillococcinum é vendido como tratamento para os sintomas de gripes e resfriados. A revista americana U.S. News & World Report (17/2/97) observou que um único pato seria suficiente para fabricar o estoque anual do produto [o fígado de apenas um pato poderia, na verdade, servir para fabricar todo o estoque do produto até o fim dos tempos], cuja venda total foi de 20 milhões de dólares em 1996. Como se vê, a popularização do uso do Oscillococcinum não chega a ameaçar os patos de extinção.
Os remédios homeopáticos para uso interno são ingeridos na fórmula de glóbulos, tabletes, pó ou diretamente na forma de solução hidroalcóolica ou aquosa. As formas sólidas – glóbulos, tabletes e pós – são fabricadas pingando-se uma gota da solução diluída sobre um veículo inerte, geralmente sacarose ou lactose. Park calculou que, para ter certeza de ter ingerido uma única molécula da substância medicinal presente na potência 30DH, seria necessário ingerir dois bilhões de tabletes, cerca de mil toneladas de lactose mais as impurezas que a lactose porventura contenha.
Os fatos apontados acima são entendidos e aceitos pelos homeopatas. O próprio Hahnemann percebeu que provavelmente nenhuma molécula da substância original restaria após essas diluições extremas – as chamadas diluições ultramoleculares. Hahnemann acreditava, no entanto, que a ação vigorosa da sucussão deixa no solvente uma "essência espiritual imperceptível aos sentidos" que estimularia as "energias vitais" do corpo. Se hoje esse tipo de linguagem soa pouco científica, no tempo de Hahnemann ela podia-se justificar. Basta lembrar que seus colegas de profissão ainda falavam em extrair o sangue mau e balancear humores.
Postado por Ulisses Camacho às 20:38 1 comentários
1 de mai. de 2008
Como você aprende Física e Matemática?
Postado por Ulisses Camacho às 17:53 2 comentários
30 de abr. de 2008
Poema
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas
que já têm a forma de nossos corpos
e esquecer os nossos caminhos
que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia.
E se não ousarmos fazê-la teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos.
Fernando Pessoa
Postado por Ulisses Camacho às 13:33 1 comentários
20 de abr. de 2008
Escuridão do céu noturno: Paradoxo de Olbers
Olhe para a imagem apresentada acima. Ela nos mostra o aglomerado de galáxias de Virgo. O que mais nos chama a atenção nesta imagem? Veja que os pontos luminosos, que são imagens de galáxias e estrelas existentes no campo fotografado, estão bastante espaçadas. Vemos nela o domínio do espaço vazio.
A imagem mostrada é bastante semelhante ao céu noturno que observamos a olho nú no nosso dia a dia. O céu é escuro, salpicado por inúmeros pontos luminosos.
Mas, por que o céu é escuro?
Esta pergunta foi feita há muito anos por vários pensadores. Ela foi proposta por Johannes Kepler em 1610, por Edmond Halley e Jean de Chéseaux no século XVIII, e finalmente por Heinrich Olbers em 1826. Embora perguntar por que o céu é escuro à noite possa parecer uma questão trivial ela não o é e sua resposta nos leva a concluir coisas bastantes profundas sobre o Universo.
O Paradoxo de Olbers
Uma das primeiras pessoas a formalmente questionar a escuridão do céu noturno foi o astrônomo e matemático suiço Jean Philippe Leys de Chéseaux. Isso ocorreu em Lausanne, Suiça, em 1744. Chéseaux formulou a seguinte questão: "Por que o céu é escuro? Se o número de estrelas é infinito, um disco estelar deveria cobrir todos os trechos do céu"
Chéseaux tentou resolver o problema argumentando que uma pequena diminuição na luz emitida pelos corpos celestes seria suficiente para resolver o problema.
Ocorre que esta explicação não é correta. Vamos supor que a luz emitida pelas estrelas fosse suficientemente absorvida por algum tipo de matéria existente entre elas e nós. Isto necessariamente faria com que essa matéria fosse aquecida e, consequentemente, emitisse luz na mesma taxa na qual ela foi absorvida. Isto é garantido pelo princípio de conservação de energia e é este processo que faz com que o céu fique brilhante durante o dia pois a luz solar incidente sobre a nossa atmosfera é espalhada pelas moléculas de ar ou gotas de água ai existentes. O processo descrito por Chéseaux faria o céu ser brilhante o tempo todo.
Muitos anos mais tarde o assunto chamou a atenção de Heinrich Wilhelm Matthäus Olbers (1758 - 1840), um astrônomo alemão que, após praticar a medicina durante o dia, dedicava o seu tempo noturno à astronomia. Esse trabalho observacional fez com que ele descobrisse o asteróide Pallas no dia 28 de março de 1802 e o asteróide Vesta no dia 29 de março de 1807.
Olbers colocou o problema da seguinte forma:
"Por que o céu é escuro a noite? A intensidade da luz diminui com o quadrado da distância ao observador. Se a distribuição das estrelas é uniforme no espaço, então o número de estrelas situadas a uma distância particular ao observador deveria ser proporcional à área superfícial de uma esfera cujo raio é aquela distância. Para cada raio, por conseguinte, a quantidade de luz deve ser tanto proporcional ao quadrado do raio e inversamente proporcional ao quadrado do raio. Estes dois efeitos se cancelarão e deste modo toda concha deve adicionar a mesma quantidade de luz. Em um universo infinito o céu seria infinitamente brilhante."
Podemos colocar os argumentos acima de forma mais clara:
Se o Universo fosse estático e preenchido com uma distribuição uniforme de estrelas então cada linha de visada no céu terminaria em uma estrela e, consequentemente, o céu seria uniformemente brilhante. ou então, se o Universo fosse infinitamente grande o céu inteiro seria tão brilhante quanto a superfície de uma estrela.
Ocorre que qualquer um que olhe para o céu noturno vê que isso não acontece. O céu noturno é absolutamente negro, pontilhado por muitas estrelas sem dúvida, mas de modo algum exageradamente brilhante. O que havia de errado?
Desde os anos de 1600 astrônomos e filósofos propuseram muitas possíveis maneiras de resolver este paradoxo. Como era de se esperar, todas as análises feitas no passado só podiam se basear nos conceitos cosmológicos predominantes. Por exemplo, em 1848 o poeta Edgar Allan Poe, um dos grandes nomes da literatura norte-americana, sugeriu uma saída para o impasse. Ele propôs que o universo poderia ser infinitamente grande mas com uma idade finita. Se fosse assim, uma vez que nós ainda não recebemos luz das estrelas mais distantes haveria intervalos entre as estrelas visíveis e, deste modo, o céu poderia aparecer escuro.
A solução padrão atualmente aceita depende de aceitarmos a teoria do Big Bang que nos diz que o universo tem uma idade finita e está se expandindo.
1. se o universo existe por somente uma quantidade finita de tempo, como a teoria do Big Bang postula, então somente a luz proveniente de um número bastante grande mas finito de estrelas teria tido a chance de nos alcançar até o momento. Deste modo, o paradoxo é destruido.
2. se o universo está se expandindo e as estrelas distantes estão se afastando de nós, o que é uma
previsão fundamental da teoria do Big Bang, então a luz proveniente delas é deslocada para o vermelho (redshift) o que diminui o seu brilho. Outra vez o paradoxo está resolvido.
Note que ambos os efeitos citados acima podem, isoladamente, contribuir para a resolução do paradoxo. No entanto, de acordo com a teoria do Big Bang, ambos contribuem para a solução sendo que a duração finita
(Baseado em paper do Observatório Nacional)
Postado por Ulisses Camacho às 11:32 4 comentários
19 de abr. de 2008
Dalai Lama : Gostei!
Dalai lama já participou de vários congresos de neurociência pelo mundo, pois algumas pesquisas mostram que a meditação pode melhorar alguns aspectos do cérebro humano.
Postado por Ulisses Camacho às 21:56 0 comentários
8 de mar. de 2008
Descobertas acidentais ou "serenditipy"
A palavra "serenditipy" pode ser traduzida como serendipismo ou serenditipidade e é usada para descrever descobertas acidentais na ciência. Deriva de um conto do Sri Lanka (Ceilão), onde os personagens principais faziam descobertas casuais incríveis.
O viagra ( sildenafil) pode ser um exemplo de serenditipy. A droga foi produzida inicialmente para combater problemas cardíacos, pois melhora a circulação arterial. Já nos primeiros testes realizados pelo laboratório pfizer, os voluntáriaos, na maioria velhinhos de 70 anos, não apresentaram nenhuma melhora cardíaca, mas um efeito colateral do sildenafil chamou a atenção dos pesquisadores : Alguns idosos começaram a demonstrar um grande interesse na continuidade dos testes, já que haviam melhorado e muito o seu desempenho sexual. Logo o laboratório desviou as pesquisas do sildenafil para os problemas de disfunção erétil masculina. Estava criada a droga recreativa mais consumida no mundo, segundo institutos de pesquisa americanos.
Veja outros grandes exemplos de "serendipity" na história da ciência:
Arquimedes
Arquimedes (287-212 a.C.), o grande matemático e inventor grego, tomava seu banho imerso em uma banheira, quando repentinamente, encontrou a solução para um problema que o atormentava havia tempos. Seria a coroa do rei de Siracusa realmente de ouro? Dizem que Arquimedes teria saído à rua nu gritando Eureka! Eureka! (Encontrei!). Ele havia descoberto um dos princípios fundamentais da hidrostática, que seria conhecido futuramente como o "Princípio de Arquimedes" ou lei do empuxo.
Kekulé
O químico alemão August Kekulé (1829-1896) adormeceu na plataforma enquanto esperava o ônibus que o levaria à sua casa e sonhou com uma cobra que mordia o seu próprio rabo, rodopiando numa roda desenfreada. Segundo ele, foi esse sonho que o inspirou no entendimento de como os átomos do anel benzênico se ligavam entre si, princípio básico da química orgânica.
Alexander Fleming
Ao se preparar para entrar em férias por duas semanas, Alexander Fleming inoculou estafilococos em uma bandeja e, ao invés de colocá-la na incubadora, como normalmente fazia, resolveu deixá-la sobre a bancada.
No andar de baixo do laboratório de Fleming trabalhava um perito em bolores que cultivava, entre outros, os esporos de um fungo desconhecido, o Penicillium notatum. Imagina-se que os esporos, muito leves, tenham sido levados pelo vento e estavam flutuando em grande quantidade no ar do laboratório de Fleming, cuja porta sempre ficava aberta.
Retornando das férias, e encontrando o laboratório em grande desordem, Fleming começou a fazer uma limpeza geral. Repentinamente, uma das bandejas de estafilococos que estava prestes a ser desinfetada chamou-lhe a atenção. A placa apresentava uma larga zona clara totalmente desprovida de estafilococos, justamente a parte que estava cercada pelo mofo Penicillium. Fleming havia descoberto a penicilina, primeira droga capaz de curar inúmeras infecções bacterianas.
Galvani
Em seus estudos, dissecando rãs em uma mesa enquanto conduzia experimentos com eletricidade estática, um dos assistentes de Galvani tocou em um nervo ciático de uma rã com um escalpelo metálico, o que produziu uma reação muscular na região tocada sempre que eram produzidas faíscas em uma máquina elétrostática próxima. Tal observação fez com que Galvani investigasse a relação entre a eletricidade e a animação - ou vida. Por isso é atribuída a Galvani a descoberta da bioeletricidade.
A própria palavra eletricidade vem de um relato do filósofo grego Tales de Mileto: ao se esfregar âmbar com pele de carneiro, observou-se que pedaços de palha eram atraídos pelo âmbar. A palavra eléktron significa âmbar em grego.
É claro que o fato dessas descobertas terem sido acidentais não diminui em nada o mérito de seus descobridores, pois é necessário uma mente criativa e atenta ao mundo a sua volta para aproveitar as serendipity.
Não são os homens que captam as grandes idéias, são as grandes idéias que capturam alguns homens.
Postado por Ulisses Camacho às 23:26 0 comentários
1 de mar. de 2008
Isaac Newton
Postado por Ulisses Camacho às 10:47 1 comentários
10 de dez. de 2007
A idéia
De onde ela vem? De que matéria bruta
Vem essa luz que cai
De incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?
Vem da psicogenética em alta luta
Do feixe de moléculas nervosas
Que em desintegrações maravilhosas
Delibera depois quer e executa
Vem do encéfalo absconso que a constringe
Chega em seguida às cordas da laringe
Tísica, tênue, mínima , raquítica
Quebra a força centrípeta que a amarra
E de repente, quase morta esbarra
No molambo da língua paralítica
(Poema de Augusto dos Anjos)
Postado por Ulisses Camacho às 22:56 1 comentários

